terça-feira, 6 de novembro de 2012

NOVO SITE NO AR: ACESSEM!!!!

Prezados visitantes, comunico a todos a existência do meu site: http://vgmes1.wix.com/fenomenologiaeduca#!home/mainPage lá vocês encontrarão uma nova possibilidade de comunicação sempre pela via da arte e fenomenologia. Acessem. Meu grande abraço a todos. Vitor

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Reflexões sobre o VI seminário de pesquisa em educação especial

Já ha algum tempo estou longe deste blog. Não sei se por falta de tempo ou motivação. Quem sabe as duas coisas. Hoje me motivei a falar sobre o VI seminário de pesquisa em educação especial que ocorreu nos dias 11 a 13 de abril em Nova Almeida, Espírito Santo- Serra-Brasil, no qual participei com um trabalho publicado em seus anais. O tema gerador foi o atendimento especializado.

Posso dizer que tenho aprendido que um encontro científico se faz com os entornos, com que acontece a volta, e que em muitas vezes tem um conteudo tão e por vezes mais rico do que as palestras em si. Especificamente deste congresso destaco a palestra da profª Carla Vasquez, por seu papel desconstrutor de um esteriótipo do autismo, e que poderia se aplicado a outras necessidades especiais.

Também destaco uma fala de outro professor que evidenciou( num momento de questionamento entre uma palestra e outra) que meramente aquisição de uma linguagem nova(se referindo ao braille e/ou libras) não é garantia de inclusão, pois se assim fosse teríamos todos os alunos motivados e incluídos sem distinção, já que falamos o mesmo idioma/linguagem.

Por último, evidencio algumas conversas de corredor que elencaram conceitos tão ricos, que sem dúvida deveriam ser colocados para todos, não como uma conversa entre terceiros, mas sim como uma palestra.

Mas quanto a estas conversas não serão ditas, nem aqui, nem agora.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Novo livro: GESTÃO DE EAD: VIVÊNCIAS E POSSIBILIDADES A PARTIR DE UM CURSO DE LICENCIATURA EM INFORMÁTICA



No ultimo dia 30 de setembro junto com Giovany Frossard Teixeira e Jocimar Fernandes lancei meu novo livro intitulado GESTÃO DE EAD: VIVÊNCIAS E POSSIBILIDADES A PARTIR DE UM CURSO DE LICENCIATURA EM INFORMÁTICA.
O livro trata do compartilhamento das experiências bem sucedidas do curso e como estas servem como reflexão sobre aspectos subjetivos e inerentes ao ensino e a aprendizagem na modalidade de educação a distância.

O livro encontra-se disponível em: http://www.clubedeautores.com.br/book/29162--GESTAO_DE_EAD

Compre aqui o livro 'GESTÃO DE EAD'

terça-feira, 25 de maio de 2010

Lançamento do livro:JOVENS DEPOIS DA CHUVA: UM ESTUDO FENOMENOLÓGICO SOBRE A RESILIÊNCIA



Hoje dia 25 de maio estou lançando meu novo livro intitulado:JOVENS DEPOIS DA CHUVA: UM ESTUDO FENOMENOLÓGICO SOBRE A RESILIÊNCIA.

O livro pode ser adquirido pelo site: http://www.clubedeautores.com.br/book/19733--JOVENS_DEPOIS_DA_CHUVA

Compre aqui o livro 'JOVENS DEPOIS DA CHUVA:'

terça-feira, 20 de abril de 2010

UM POUCO SOBRE RESILIÊNCIA... UM POUCO SOBRE HUMOR


O termo resiliência é herdado da física e apropriado pelas ciências humanas como sinônimo de capacidade da auto-estruturação após os impactos, pode-se definir ainda, como o processo de superação do trauma, ou do lidar positivo com o adverso, diante ou após o revés.

Dentro dos estudos sobre resiliência, Caliman (2000) a define como a capacidade de administrar o próprio risco de modo a se resistir aos fatores negativos. Gomes (2004, p. 18) enaltece a necessidade de acrescer ao termo resiliência o adjetivo psicológica, chamando, assim, essa capacidade/comportamento de “resiliência psicológica”, delineando o seu aspecto intimo, humano e psicológico ao termo que foi apropriado e ressignificado das ciências exatas.

Para Gomes (2008, p.2):

Das pesquisas sobre resiliência, Grotberg (2005) atenta para uma ampliação do conceito o qual muito mais do que enfrentamento pós-adversidade é a capacidade humana para sair transformado e fortificado depois do trauma. Sendo assim, após os impactos e o (re)erguimento, somos fortificados, renascendo como uma fênix das cinzas, com uma pele mais grossa e resistente a novos impactos. Assim, a resiliência nos torna resistentes.

Assim, o conceito de resiliência “evolui’ de adaptação pós adversidade (nos anos 70), para atualmente ganhar a dimensão de uma adaptação fortificada diante aos revezes. A resiliência (des)vela-se de diversas formas, obviamente associada a subjetividade de cada um. E dentro dessas possibilidades de expressão da resiliência, está o humor, o cômico, mas não se trata de um humor qualquer, trata-se sim do humor que versa sobre as adversidades, do humor de resiliência, que ajuda e dá suporte a esse processo de enfrentamento do revés.

Para Gomes(2008, p.1):

A história da humanidade é marcada por acontecimentos trágicos e pela superação e glorificação da luta contra as adversidades. Em meio a isso, uma virtude que nos acompanha é o humor, singularidade do comportamento humano que nos auxilia, entretendo-nos, anestesiando ou celebrando certos episódios.A (valor)ação do humor pode ser percebida ao longo da história, por meio do teatro greco-romano, cujos temas eram o humor ou a tragédia; pelo bobo da corte medieval, personagem que entretia as cortes; pelos bufões; pelos menestréis ou repentistas; pelos humoristas da contemporaneidade; ou mesmo pelo humor anônimo do homem comum.

Desta forma, vivemos uma cultura de humor, que nos ajuda a nos entreter, com funções de alivio, de amparo psicológico e de possibilidade de aproximação entre pessoas. Sendo assim uma “ponte” relacional entre o EU e o outro, que formam o NÓS, pois conforme Bergson o humor precisa de um eco, e rir em grupo é mais prazeroso do que individualmente, sendo o cômico um fator social e contextual grupal(BERGSON, 1987).

REFERÊNCIAS

BERGSON, Henri. O riso: ensaio sobre a significação do cômico. Rio de Janeiro: Guanabara, 1987.

GOMES, Vitor. Três formas de ser resiliente: (Des)velando a resiliência de adolescentes no espaço escolar. Dissertação de Mestrado. Vitória: UFES/PPGE, 2004.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Professores lançam livros em Simpósio Nacional de Humor e Linguagem


Eis abaixo texto extraído do Notícias Ifes de 29 de março de 2010:

Professores do Ifes participaram do I Simpósio Nacional de Humor e Linguagem que aconteceu na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) no dia 25 de março.


Na ocasião, foi lançado o livro "O que sabe e o que pode a Linguística Textual", organizado pela professora do campus Santa Teresa Maria da Penha Pereira Lins. Na publicação, foram reunidos textos de vários alunos que frequentaram, durante o 1º Semestre de 2009, a disciplina Linguística Textual no Departamento de Línguas e Lestras na Ufes. Entre eles, a professora de Línguística do campus Santa Teresa Walkyria Barcelos Sperandio. Um exemplar do livro foi doado à biblioteca Major Bley.


O professor Vitor Gomes, pedagogo do Centro de Educação a Distância (Cead) do Ifes, também lançou o livro "A Linguagem do Humor: diferentes olhares teóricos", de coautoria sua. O livro traz um estudo sobre o humor envolvendo suas várias vias, entre a filosófica, linguística, sociológica e psicológica, envolvendo Freud, Bergson e Nietzsche. Ele analisa desde tiras em quadrinhos até programas de televisão.


O lançamento teve a presença do professor Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Sirio Possenti, um dos maiores teóricos brasileiros da área.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

I SIMPÓSIO NACIONAL SOBRE LINGUAGEM HUMORÍSTICA



Convido a todos para o I SIMPÓSIO NACIONAL SOBRE LINGUAGEM HUMORÍSTICA, promovido pelo NETHU - O Núcleo de Estudos de Textos de Humor.


O simpósio ocorrerá na Ufes entre os dias 24 e 25 de Março de 2010. Estaremos lançando no dia 25 de março as 19h o livro: A linguaguem do Humor. Livro que tive a felicidade de ser um dos autores.


Neste mesmo dia as 14h estaremos ministrando a palestra Humor e resiliência.


Para maiores informação e inscrições, acessem: http://www2.cchn.ufes.br/ppgel/nethu/?Eventos


Grande Abraço a todos


Vitor

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Educação a distância: existem distâncias?


Num mundo em que a tecnologia se torna usual como parte do dia-a-dia de cada pessoa, os espaços-tempos e interações sociais podem ser totalmente ressignificados. É a partir desse contexto que emerge a Educação a distancia.

Neste aspecto, é necessário ressaltar que existem controvérsias quanto ao uso do termo. Em termos de definição, distãncia é espaço entre dois pontos. Podendo ser medida em quilômetros, metros, centímetros e outras unidades.

Sendo assim, a noção de distancia esta aliada a uma concepção de espaços físicos. Ou ainda de uma noção cartesiana de pontos que convergem a um local específico. A partir da criação de espaços virtuais as noções de espaço-tempo simplesmente devem ser ressignificadas. Sendo assim, o local é universal e virtual; não está aqui ou ali, mas em qualquer ponto. Este é um momento de quebra de paradigmas, no qual, até mesmo conceitos sócio-históricamente internalizados por todos, ganham a necessidade de ressignificação e contextualização.

Nesse aspecto, a expressão EaD perde o seu sentido. Não existe Ead, pois não existe a distância, o que existe na verdade são processos educacionais que podem ocorrer em qualquer local, modalidade ou espaços-tempos. Sendo assim, o que chamamos de Ead, na verdade é uma educação mediada por tecnologias, que podem serem usadas(ou não) a favor da assessibilidade e inclusão.

ESCOLA REFLEXIVA: CONCEPÇÃO E REFLEXÃO


A escola em suas diversas modalidades seja especial, seja regular, seja a partir de programas de educação à distância, seja não formal, seja por meios de programas sociais, constitui-se num espaço de (e para) reflexão, e dentro disso, se institui também, numa estância de diversidade e adversidades. Na realidade da escola a multiplicidade salta diante dos olhos, bem como também, os revezes, intempéries e do inesperado.

Esse espaço múltiplo denominado escola é um ambiente para pensamento e reflexão, cabendo[1] a todos os papeis de sujeitos instigadores para uma instituição que almeja pensar sobre si e sobre os seus caminhos. Nisto se constitui ao que se denomina como escola reflexiva.

A escola reflexiva (ALARCÃO 2001) se constitui numa escola aprendente que está disposta a se pensar e a refletir sobre suas práticas, uma escola democrática, sobre a qual, os temas são discutidos, as relações são horizontais e o princípio norteador é o diálogo e a reflexão.

Essa escola deve ser a escola do sim e do não, onde a prevenção deve afastar a necessidade de repressão, onde o espírito de colaboração deve evitar as guerras de poder ou competitividade mal-entendida, onde a crítica franca e construtiva evita o silêncio roedor ou a apatia empobrecedora e entorpecedora (ALARCÃO, 2001, p. 17).

Acima de tudo trata-se de uma escola independente, de uma escola que deseja se autogerir, ser senhora de seu próprio destino e de assumir todas as responsabilidades por suas escolhas. É essa gama fundamental de autonomia que é necessária para a constituição da escola auto pensante e auto-aprendente.

Conforme Gadotti (1992, p. 22):

Autonomia vem do grego e significa autogoverno, governar-se a si próprio. No âmbito da educação, o debate moderno em torno do tema remonta ao processo dialógico de ensinar contido na filosofia grega, que preconizava a capacidade do educando de buscar resposta às suas próprias perguntas, exercitando, portanto, sua formação autônoma. Ao longo dos séculos, a idéia de uma educação anti-autoritária vai, gradativamente, construindo a noção de autonomia dos alunos e da escola, muitas vezes compreendida como autogoverno, autodeterminação, autoformação, autogestão e constituindo uma forte tendência na área.

Essa escola reflexiva (e autônoma) é formada por professores, gestores, funcionários, corpo técnico, pais e alunos, trata-se de uma escola com uma universo de diversidades, tal como qualquer escola, sua diferença se constitui na concepção (nesta uma escola) que todos os seus componentes cumprem um papel fundamental na discussão acerca de seus rumos. Assim, para se formar uma escola reflexiva, antes de tudo, é necessário profissionais reflexivos, diretores, coordenadores, comunidade e professores, todos envolvidos da concepção que esta (a escola) é um sistema em continua alteração (BAPTISTA, 2006).

Como nos diz Alarcão (2003, p. 41):
A noção de professor reflexivo baseia-se na consciência da capacidade de pensamento e reflexão que caracteriza o ser humano como criativo e não como mero reprodutor de idéias e práticas que lhe são exteriores.


E completa (2003, p. 44):

O professor não pode agir isoladamente em sua escola. É neste local, o seu local de trabalho, que ele, com os outros seus colegas, constrói a profissionalidade docente.

Dessa forma, na constituição dessa escola reflexiva, é fundamental, além da dose de autonomia necessária a cada um desses profissionais em seu trabalho, a compreensão de que juntos podem fazer muito mais do que em ações meramente solitárias. Essa escola transpõe os muros que as constituem, é uma escola de pensamento e de pensantes, que compartilham suas experiências negativas potencializam sua resiliência[2]. Assim, uma escola reflexiva é aquela voltada para o seu futuro; investindo no pensamento acerca de seu horizonte de possibilidades. Ela esta sobre a sombra do jacarandá, na praia, na montanha, no barzinho. Enfim, nos momentos de reflexão coletiva, que obviamente não esta restrito a lugares específicos; nos aproximamos de uma falamos de uma perspectiva Freneriana aliada ao espírito psicopedagógico da paidéia grega.

Esta é a nossa concepção de escola reflexiva.

REFERÊNCIAS
ALARCÃO, Isabel (Org.). Escola reflexiva e nova racionalidade. Porto Alegre: Artmed, 2001.
ALARCÃO, Isabel. Professores reflexivos em uma escola reflexiva. São Paulo: Cortez, 2005.
BAPTISTA, Cláudio Roberto. Vestígios... Pistas e relações entre pensamento sistêmico e processos inclusivos. In: II SEMINÁRIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO ESPECIAL, 1., 2006, Vitória. Anais.Vitória: UFES, 2006.
GADOTTI, M. Escola cidadã: uma aula sobre a autonomia da escola. São Paulo: Cortez, 1992.
[1] Ou deveria caber.
[2] Superação de adversidades.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

21 de setembro, dia nacional da pessoa com deficiência


No dia 21 de setembro celebra-se o dia nacional da pessoa com deficiência, instituído pela Lei Nº 11.133, de 14 de julho de 2005.
A escolha da data se deu pela proximidade com a primavera e o dia da árvore, numa representação alegórica de nascimento e crescimento, simbolizando assim a luta por inclusão, cidadania e participação plena na sociedade, com igualdade de oportunidades para a pessoa com deficiência.
A luta em favor da pessoa com deficiência deve ser de toda a sociedade; trata-se de uma luta por dignidade, que não deve ser confundida com caridade ou assistencialismo. É uma luta pela cidadania e pela oportunização de chances comuns a todos.
Mas para esse combate é necessário que quebremos algumas barreiras físicas e psicológicas distribuídas em dois sentidos: arquitetônicas e subjetivas-atitudinais.
Inseridas dentro das barreiras físicas estão as arquitetônicas. Trata-se de barreiras evidenciadas nos espaços físicos não pensados de forma universal e visualizadas por meio de calçadas, prédios, elevadores, banheiros e outros locais que não proporcionam livre acesso a todos.
Quanto às barreiras psicológicas, destacamos as barreiras subjetivas-atitudinais, que são internas ao ser humano. Essas são o preconceito, a discriminação e a aversão à diferença (xenofobia). São elas que geram as atitudes de discriminação por meio das quais uma pessoa é avaliada não por sua capacidade e potencial, mas, pelo contrário, pela pontuação de sua diferença, que é vista como inferioridade e incapacidade. São barreiras que estão na sociedade e que se refletem nos indivíduos em práticas socialmente discriminatórias. Essas práticas são reveladas por falas incutidas de um espírito de inferiorização do outro, como, por exemplo, em expressões como: “coitado dele!”, ou em ações conscientemente realizadas, como a não contratação de pessoas com deficiência (apenas pelo fato de serem deficientes), independentemente de sua capacidade.
Assim, para este combate em favor da pessoa com deficiência, e fundamentalmente do ser humano, é necessário requisitar do poder público que crie espaços que sejam de acesso universal e fiscalize, por meio do cumprimento de leis da iniciativa particular, o comportamento negativo, anteriormente exposto.
É também necessário quebrar as barreiras que existem em nós mesmos. E quanto a essas, só são superadas a partir de uma visão do outro como extensão de nós mesmos, por meio da aceitação incondicional e do convívio harmônico com a diversidade. É a percepção de que somos irmãos de espécie; da espécie humana.
Essa é uma luta árdua, que começa em nós mesmos, e na qual a reflexão e a criticidade são nossas amigas, bem como a vigília constante de nossas ações e das ações do outro, em busca de um mundo mais igualitário, solidário e inclusivo.